Cangaceiras sem perdão

O resultado da pesquisa realizada no mês passado na site da Br História mostra que nem mesmo um grande amor é atenuante para o crime. Apesar de casais como Lampião e Maria Bonita terem entrado para a história, como mostrou o artigo "Sertão perfumado", de Janaina Mello, 57% de nossos leitores acreditam que as mulheres que participaram de bandos de cangaceiros eram criminosas comuns. A outra opção, a de que seriam vítimas de uma situação econômica adversa, recebeu 31% dos votos. Só 10% as vêem como heroínas românticas. Ao todo, 384 leitores deram sua opinião na enquete.

As manchetes do Golpe

Depois da revelação de que o governo americano patrocinou, com armas e dólares, a implantação da ditadura de 64, um pesquisador se deu ao trabalho de coletar e divulgar na internet uma lista das manchetes e editoriais dos principais jornais brasileiros a partir de 1º de abril de 1964. Confira:
 
De Norte a Sul vivas à Contra-Revolução

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

Os bravos militares

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

Carnaval nas ruas

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

Escorraçado

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.
Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A paz alcançada
A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)

“Ressurge a Democracia !
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.
Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições”
“Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...
O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)

“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas”
“Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se.
Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)

“Sabíamos, todos que estávamos na lista negra dos apátridas - que se eles consumassem os seus planos, seríamos mortos. Sobre os democratas brasileiros não pairava a mais leve esperança, se vencidos. Uma razzia de sangue vermelha como eles, atravessaria o Brasil de ponta a ponta, liquidando os últimos soldados da democracia, os últimos paisanos da liberdade”
O Cruzeiro Extra - 10 de Abril de 1964 - Edição Histórica da Revolução - “Saber ganhar” - David Nasser

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”. (Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada". Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal " (O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução". )

Continuação - As manchetes do Golpe

31/03/64 – FOLHA DA TARDE – (Do editorial, A GRANDE AMEAÇA)"... cuja subversão além de bloquear os dispositivos de segurança de todo o hemisfério , lançaria nas garras do totalitarismo vermelho, a maior população latina do mundo ..."

31/03/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, BASTA!): "O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!"

31/02/64 – JORNAL DO BRASIL – "Quem quisesse preparar um Brasil nitidamente comunista não agiria de maneira tão fulminante quanto a do Sr. João Goulart a partir do comício de 13 de março..."

1o/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, FORA!): "Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!"

1o/04/64 – ESTADO DE SÃO PAULO – (SÃO PAULO REPETE 32) "Minas desta vez está conosco"... "dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições."

02/04/64 – O GLOBO – "Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada"... "atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal".

02/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – "Lacerda anuncia volta do país à democracia."

05/04/64 – O GLOBO – "A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista".

05/04/64 – O ESTADO DE MINAS – "Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos". "Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria."

06/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "PONTES DE MIRANDA diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!"

09/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Congresso concorda em aprovar Ato Institucional".

10/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Partidos asseguram a eleição do General Castelo Branco".

16/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Rio festeja a posse de Castelo".

18/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Castelo garante o funcionamento da Justiça".

21/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Castelo diminui nível de aumento aos militares". Corte propõe aumento aos militares com 50% menos do que tabela anterior".

07/10/1984 – O GLOBO – (Do editorial, JULGAMENTO DA REVOLUÇÃO)"...Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um "pronunciamento" ou "golpe" com o qual não estaríamos solidários". "... nos meses dramáticos de 1968 em que a intensificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5." "...na expansão econômica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10%..." "...naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decrescerá de 96% para 12% ao ano, elevando-se as exportações anuais de 1 bilhão e 300 mil dólares para mais de 12 bilhões de dólares". "... elevando a produção de petróleo de 175 mil para 500 mil barris diários e a de álcool de 680 milhões para 8 bilhões de litros, e simultaneamente aumentar a fabricação industrial em 85%, expandir a área plantada para produção de alimentos com 90 milhões de hectares a mais, criar 13 milhões de novos empregos, assegurar a presença de mais de 10 milhões de estudantes nos bancos escolares, ampliar a população economicamente ativa de 25 milhões para 45 milhões elevando as exportações anuais de 12 bilhões para 22 bilhões de dólares". "... há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964 éramos a quadragésima nona economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e renda per capita de 900 dólares; somos hoje a oitava, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2500 dólares". "...Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, que um regime de força consolidado há mais de dez anos, se tenha utilizado do seu próprio arbítrio para se auto limitar, extingüindo-se os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa. É esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolução de 1964".

Morel e a CIA

Entre os historiadores, o nome do pesquisador e professor da Uerj Marco Morel é mais do que conhecido.

Mas nem todo mundo sabe que, antes de se dedicar à História, Morel foi jornalista. E dos bons. Afinal, ele descende de uma linhagem de homens de imprensa, a começar por seu avô, Edmar.

Um dos maiores jornalistas investigativos da história deste país, Edmar Morel lançou, um ano depois do golpe militar, o livro "O golpe nasceu em Washington". Publicado em 1965 pela Civilização Brasileira, o livro foi logo censurado e desqualificado pelos militares, além de ter seu conteúdo peremptoriamente desmentido pelas partes.  Logo depois, uma bomba explodiu na editora.

O que dizia? Exatamente o mesmo que os documentos recentemente liberados pela CIA 43 anos depois comprovam: os americanos patrocinaram o golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart.

Mais histórias da CIA

Há uma piada que parece exagero, mas hoje, diante da liberação dos documentos da CIA dos anos 60, chega a ser premonitória. Um gaiato diz para o outro: Sabe porque nunca houve golpe de estado nos EUA? Não???? Porque lá não tem consulado americano!

Entre os documentos relativos ao Brasil, está a troca de correspondência do embaixador americano Lincoln Gordon com o presidente Lyndon Johnson, em que este pede ajuda financeira e armas para patrocinar um golpe contra o presidente João Goulart.

A ajuda não se limitava aos militares, mas também patrocinava marchas de grupos conservadores.

A família do ex-presidente brasileiro entrou na Justiça americana com um pedido bilionário (3, 4 bilhões de dólares) de indenização.

Brizola e a revolução chinesa

Os novos documentos secretos da CIA, recém-revelados pelo governo americano, indicam que, ao contrário de Fidel Castro, os comunistas chineses não acreditavam que seria possível fazer uma revolução vermelha no Brasil. E alertaram aos dissidentes mais radicais do PC do B que a própria revolução chinesa tinha levado 30 anos para acontecer. O impecilho, por incrível que pareça, seria a figura de João Goulart e o apoio que conquistara do PCB. No entanto, em 1965, os chineses teriam dado uma substanciosa ajuda para Leonel Brizola dar início a operações de guerrilha no Rio Grande do Sul. Seis meses depois, segunda a CIA, Brizola mudou de mecenas e passou a receber dinheiro direto de Cuba.

Revolução de exportação
 
"Se eu fosse do Comunista Brasileiro, o general Castelo Branco não estaria no poder!"
 
Quem teria feito esta provocação, aos berros, durante a Primeira Conferência de Solidariedade com os Povos da América Latina, em Havana, no ano de 1967? Ninguém menos do que o líder cubano Fidel Castro. Pelo menos é o que diz um dos mais surpreendentes documentos secretos divulgados esta semana pela CIA.
 
Segundo a Inteligência americana, Fidel Castro teria feito várias tentativas de exportar para o Brasil uma revolução nos moldes da cubana, antes mesmo do golpe militar de 1964.
 
Seu principal investimento seria em Francisco Julião, que comandava as ligas camponesas no Nordeste, a quem deu ajuda financeira e armas.
 
Segundo os americanos, Fidel teria insuflado a dissidência o PC do B, descontente com a postura apaziguadora de Luiz Carlos Prestes, então líder do PCB, e ligado à URSS.
 
"Castro incentivava os dissidentes brasileiros a organizar atividades de guerrilha o mais rapidamente possível, em coordenação com demonstrações em massa nas cidades", diz o relatório da CIA.
 
Paranóia dos americanos em época de guerra fria, que acabou contaminando os militares brasileiros, ou ameaça real? Qual a sua opinião?

A CIA e o Brasil
 
Foi as manchetes de todos os jornais do país: entre as 12 mil páginas de documentos secretos da década de 60, que acabam de ser divugados pela CIA, numa tentativa de limpar sua imagem dos erros do passado, estão três extensos dossiês sobre o Brasil.

O mais bombástico deles fala das tentativas do presidente cubano Fidel Castro de fomentar uma revolução comunista no Brasil.

O outro mostra como uma disputa entre a União Soviética e a China por influência na América Latina acabou rachando o Partido Comunista em nosso país.
Há ainda uma longa análise do comportamento da parcela progressista da Igreja Católica frente à ditadura militar.

Br 3

Está nas bancas o novo número da Br História. O dossiê de capa é sobre Aleijadinho. Nesta edição, tentamos responder a uma série de perguntas que até hoje intrigam quem se debruça sobre a vida e a obra do mestre do barroco mineiro.
Teria mesmo sido lepra a doença que o deformou?
Quais as obras que realmente teria confeccionado?
Como um deficiente físico poderia ter realizado esculturas tão elaboradas?
Uma vez que nunca teve seu retrato pintado em vida, como era a aparência de Aleijadinho?
E a mais desconcertante de todas as dúvidas: Aleijadinho teria realmente existido ou seria apenas um mito criado na época do Estado Novo?

O papa e a história

Esperou em vão quem sonhava que o papa, em sua viagem ao Brasil, pedisse perdão pelos erros cometidos em nome da fé no continente sul-americano. Os sucessivos pedidos de perdão que foram a marca de João Paulo II não encontram eco na consciência de Bento XVI.

Para o novo papa, os fins justificam os meios. E travou-se aqui não uma guerra colonial que dizimou populações inteiras de ameríndios, mas processo de evangelização legitimado pela superioridade da fé católica de cristãos portugueses e espanhóis.

Líderes indígenas consideraram as declarações do papa "arrogantes e desrespeitosas". Eles discordam que a Igreja Católica os tenha purificado, e que retomar suas religiões originais seja um retrocesso.

Num discurso para os bispos latino-americanos e do Caribe no encerramento de sua visita ao Brasil, o pontífice distorceu um pouco a história ao afirmar que a Igreja não havia se imposto aos povos indígenas das Américas. Segundo Bento XVI, os índios receberam bem os padres europeus, já que "Cristo era o salvador que esperavam silenciosamente".

"É arrogante e desrespeitoso considerar nossa herança cultural menos importante que a deles", respondeu Jecinaldo Satere Mawe, coordenador-chefe da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

Mas não se deve esquecer que, se os conquistadores contaram com a bênção dos sacerdotes católicos, muitos desses religiosos deram sua vida para defender os índios aldeados em torno das missões dos bandeirantes que queriam levá-los como escravos.

Concurso à vista

Atenção pesquisadores: acaba de ser lançado o edital do Concurso de Monografias "Prêmio Casa de Rui Barbosa 2007". A temática é livre, desde que faça referência aos acervos bibliográficos e arquivísticos da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Os prêmios para o primeiro e segundo lugar são no valor de R$ 9 mil e R$ 6 mil. Os trabalhos devem ser inéditos, redigidos em língua portuguesa e assinados sob pseudônimo. A inscrição será encerrada no dia 28/09. O edital pode ser consultado na íntegra portal da fundação: www.casaruibarbosa.gov.br.
Boa sorte!

As guerras do Paraguai

Um livro recém-lançado na França pode interessar muito aos brasileiros.
Organizado pelos historiadores Nicolas Richard, Luc Capdevila e Capucine Boidin, "Les guerres du Paraguay aux XIXe et XXe siècles" (Paris, CoLibris, 2007, 607 p. ISBN : 978-2-916937-01-4), mostra que o país vizinho foi o cenário de alguns dos mais importantes conflitos da América contemporânea. A guerra contra o Brasil (1864-1870)e a contra a Bolívia, pela região do Chaco (1932-1935). O livro reúne artigos de 40 pesquisadores de vários países.

A grama do vizinho é sempre mais verde

A capa da segunda edição da revista Br História traça um paralelo entre as trajetórias de Vargas e Perón. E pergunta aos leitores quem foi o melhor presidente. Não é que neste ponto a maioria dos brasileiros apostou na Argentina? Até agora, segunda-feira, dia 21 de maio, 2.263 votos foram computados.
Destes, Getúlio só teve 95 votos (4,20%)
Já Juan Domingo Perón disparou com 2168 votos (95,80%)
Alguém se habilita a uma explicação?

Histórias de família - um encontro

Não é que graças ao blog da Br História descubro um primo. E, mais inda, que o cão junto a Ana Clara Haritoff, na tela do Museu Nacional de Belas Artes, é um Borzói, uma raça de cães desenvolvida na Rússia. "Os originais foram importados da Arábia por volta de 1600, por um nobre russo, e foram cruzados com o Collie e outros cães de trabalho da Lapônia", informou um Breves que não conheço pessoalmente, chamado Maurício.
Obrigada pela dica, primo.

CD-ROM sobre navios negreiros

Dica preciosa de Pamela Graham, Latin American & Iberian Studies Librarian da Columbia University: está à venda na Amazon um CD-ROM Amazon com todas as informações sobre o tráfico de escravos transatlântico. Procure por:
The trans-Atlantic slave trade:a database on CD-ROM.
David Eltis; Stephen D Behrendt; David Richardson; Herbert S Klein 1999 Computer File : Document 1 computer optical disc : col. ; 4 3/4 in. + 1 manual (xi, 89 p. : ill. ; 22 cm.) Cambridge, UK : Cambridge University Press, ; ISBN: 0521629101 9780521629102
Este CD-ROM contém informações sobre 27.233 viagens de navios negreiros realizadas entre 1595 e 1866. O formato permite ao usuário selecionar informações sobre o período ou região geográfica e inclui mapas interativos.

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