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Revolução de exportação "Se eu fosse do Comunista Brasileiro, o general Castelo Branco não estaria no poder!" Quem teria feito esta provocação, aos berros, durante a Primeira Conferência de Solidariedade com os Povos da América Latina, em Havana, no ano de 1967? Ninguém menos do que o líder cubano Fidel Castro. Pelo menos é o que diz um dos mais surpreendentes documentos secretos divulgados esta semana pela CIA. Segundo a Inteligência americana, Fidel Castro teria feito várias tentativas de exportar para o Brasil uma revolução nos moldes da cubana, antes mesmo do golpe militar de 1964. Seu principal investimento seria em Francisco Julião, que comandava as ligas camponesas no Nordeste, a quem deu ajuda financeira e armas. Segundo os americanos, Fidel teria insuflado a dissidência o PC do B, descontente com a postura apaziguadora de Luiz Carlos Prestes, então líder do PCB, e ligado à URSS. "Castro incentivava os dissidentes brasileiros a organizar atividades de guerrilha o mais rapidamente possível, em coordenação com demonstrações em massa nas cidades", diz o relatório da CIA. Paranóia dos americanos em época de guerra fria, que acabou contaminando os militares brasileiros, ou ameaça real? Qual a sua opinião?
A CIA e o Brasil Foi as manchetes de todos os jornais do país: entre as 12 mil páginas de documentos secretos da década de 60, que acabam de ser divugados pela CIA, numa tentativa de limpar sua imagem dos erros do passado, estão três extensos dossiês sobre o Brasil.
O mais bombástico deles fala das tentativas do presidente cubano Fidel Castro de fomentar uma revolução comunista no Brasil.
O outro mostra como uma disputa entre a União Soviética e a China por influência na América Latina acabou rachando o Partido Comunista em nosso país. Há ainda uma longa análise do comportamento da parcela progressista da Igreja Católica frente à ditadura militar.
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